Entrevista para o UOL

Entrevista concedida para a jornalista Ana Jardim nos bastidores do show “Tamo Junto”, no teatro Frei Caneca em São Paulo, dia 20 de outubro e publicada na capa do UOL dia 28. Vale conferir!

Fale um pouco da sua carreira. Você já foi jogador de futebol…
Sim, eu era jogador de futebol na Espanha. Mas, quando pequeno, já fazia teatro. Acontece que sempre me dei bem em esportes e, como meu pai trabalhava com isso… fui para a Espanha e fiquei lá um ano. Mas tive de decidir se terminava os estudos. Então, voltei para o Brasil, parei minha carreira no futebol e terminei minha faculdade de  artes  plásticas. Comecei a trabalhar como garçom, instrutor de acampamento e virei palhaço. Conheci uns atores, fundamos um grupo e comecei a atuar.

Como você começou a fazer ‘stand up’?  Que personagem é o seu favorito?
Eu estava na “Terça Insana” e depois comecei no stand up. Fiquei curioso por causa dos meninos que já têm experiência no projeto, tipo o Oscar Filho, o Rafinha Bastos e o Danilo Gentili. Mas eu queria fazer algo novo e foi aí que experimentei.  Dos personagens, eu gosto muito do Silas, gosto do Jackson… de todos!

Em uma enquete do UOL  sobre qual humorista da TV brasileira era o mais bonito, você ficou em segundo lugar (o vencedor foi o Bento Ribeiro). O que você achou do resultado?
(Risos) Pô, eu acho que o Bento Ribeiro é um gato… mereceu! (Risos) Sabe, as pessoas confundem beleza com simpatia. As pessoas podem te achar bonito, mas gostam mais se você é legal e simpático. Teve uma revista também que já me colocou entre os 25 mais sexy.

Como você lida com o assédio? Já ficou com alguma fã?
Normalmente, quando a fã é aquela mais escandalosa, é mais nova… E, para mim, não dá. Gosto de mulher mais madura. Não sou igual  ao Gentili que pega só as ‘pivetas’ (risos), mas não tenho nada contra. Se fosse solteiro e aparecesse uma fã que fosse interessante, é claro que ficaria. Uma vez, uma menina disse que tatuou as iniciais do meu nome. E ela falou: “O que você acha?” .  E eu disse: “Eu acho que você é louca!” (Risos).

E o “CQC”?  São sete homens trabalhando juntos e apenas uma menina. Como é a relação entre vocês?
Muito homem junto.  Bom, dá uma quebra assim, porque o Rafa Cortez  está lá, então você não pode dizer que é tanto homem assim junto. (Risos) Mas foi bom a Mônica ter entrado. Porque alguém tem que ter mais capacidade de cuidar dos nossos ternos, fazer nosso café… (Risos). É zueira, viu?!

Já houve briga no “CQC”?
Comigo aconteceu só uma vez, quando tinha uma piada no roteiro que eu queria fazer. Mas o Tas e o Rafinha não seguiram o roteiro e eu acabei não falando. Fiquei chateado, queria ter feito a piada. Os estresses que tem ali são de momento, por que o Tas tem um ponto no ouvido e o diretor fica o tempo inteiro mandando tocar o programa e,  às vezes,  eu e o Rafinha damos umas viajadas. E o Tas tem autoridade para chamar a nossa atenção, fazer a gente retomar o foco. Isso faz parte do programa.

Com quem  você tem mais afinidade no “CQC”?
Com o Felipe [Andreoli]. A gente se identificou mais.  De todos ali  [no programa], ele é o cara que eu faço mais coisas fora do trabalho. O Tas também.

E “O Formigueiro”? Teve muita crítica na estreia, mas já está há três meses no ar…
Bom, teve muita crítica e isso é normal. Tem muito crítico que acha que o caminho é falar mal por falar. Talvez  seja uma estratégia meter o pau sem fundamento para aparecer. Mas, eu li muitas críticas legais, construtivas,  que serviram para ver o que precisava melhorar. O programa precisou ser adaptado para o Brasil… A audiência aumentou, mas eu não me preocupo com isso.

Você diz que audiência não te preocupa, mas não existe pressão por parte da emissora?
Não, isso não existe. É claro que eu gostaria de ter mais (audiência), por causa também do patrocínio. (Risos) O programa não é o “meu programa”, é um programa que existe e eu fui convidado para apresentar. Eu tenho essa liberdade de fazer do jeito que acho melhor, a Band é muito legal por causa disso. Ela deixa a gente dar uma pirada!

E como você faz para conciliar dois programas, shows, vida de casado?
Ah, eu não durmo, não transo, não como… (Risos). Falando sério, hoje em dia eu sou muito mais regrado e disciplinado, aprendi a cuidar melhor do meu tempo. Fazer dois programas é super puxado e “O Formigueiro” exige bastante. Você tem que estudar o convidado, fazer ensaio, cuidar da elaboração do roteiro. Eu gostaria de alcançar o desprendimento e o “à vontade” que eu fico no teatro para fazer na TV, mas é difícil. Acho que serão necessários mais alguns anos.

Você deixaria o teatro para se dedicar apenas à TV?
Não. Não vou virar escravo da TV. Para mim o palco é fundamental, foi ele que me levou à TV, e não o contrário. O teatro é a minha base. O contato com a plateia, com as pessoas, isso para mim é muito importante. É um retorno imediato, uma troca de energia incrível. Quero fazer teatro para sempre, ficar igual o Paulo Autran, até velhinho no teatro.

O que você acha que tem de melhor na TV brasileira hoje?
Olha, eu não sei se estaria puxando o saco, mas sinceramente, o “CQC” é foda. Ele veio muito legal, muito forte em uma época em que a TV estava carente de um programa assim. Acho muito importante esse trabalho que o “CQC” faz. Essa galerinha nova não tem ideia do quanto a informação que estamos passando é importante para eles e para o nosso país. É muito bom que o adolescente se interesse por política. A gente não usa ficção, a gente faz piadinha, mas as piadinhas são muito pequenas perto do que a gente tem a dizer em relação à política. A gente não finge, a gente vai direto nos caras, vai no Maluf, vai no Sarney perguntar por que eles roubam e ainda assim eles se acham o Tony Ramos. Antigamente, quando eu era adolescente, falar de política parecia falar de palavrão. Nem falava, sabe?

Reportagem: Ana Jardim/Da Redação UOL
Fotos: Carol Quintanilha/UOL

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26 comentários sobre “Entrevista para o UOL”

  1. Priimeiro Lugar: Luque, seu trabalho é FANTÁSTICO, parabéns.
    Segundo Lugar: o CQC ontem foi muuito bom!
    Último, SE puder E quiser, segue: @gicovolo.
    Sua fã, descobri o blog hoje *-* kkkkkk

  2. Luque, nossa eu não ía muito com tua cara, eu acho que foi por que a primeira vez que assisti CQC, sei lá te achei tão besta, num sei direito só sei que num gostava. Meu irmão falava que eu tinha que procurar assistir mais para poder depois tirar minhas conclusões. É verdade, quando te conheci vi que estava toda errada, nossa assisto CQC toda semana, sou viciada no Formigueiro assisto no sábado e no domingo, sem falar que fico vendo tudo que tiver seu no you tube, é paguei a lingua.
    Sou tua fã cara.
    Beijos de uma Quixeramobinense.

  3. Parabéns Luque vc e bom em tudo que faz, eu sou apaixonada por vc sou sua fa e uma pena nunk ter conseguido ir ao programa mais sempre assisto gostaria d t conhecer s puder m liga

  4. Tenho 22 anos, mas ainda assim me vejo impressionada com a possibilidade de aproximação entre pessoas que a internet nos traz.

    Há muito tempo tenho uma idéia na minha cabeça, que eu chamo de ”A vingança de Mumu”, a esposa do Pepê, um personagem seu, que eu sinceramente não sei nem se você ainda faz, mas que é muiiiito bom. Tenho toda a idéia na minha mente. Mas jamais imaginei que pudesse ”compartilhá-la” com você. E cá estou. 🙂

    Haha, que loko! Talvez você realmente leia isso. Isso é muito louco. Quem sabe um dia não te conto a idéia inteira. É bem engraçada.

    Luque, muito sucesso. No Formigueiro, no CQC, no palco e na vida.

    Beijoo

  5. Muito legal a entrevista Luque! Ela foi feita uma semana antes de eu ir no seu show, rsrs. Aliás eu amei! Meus parabéns por ele, e como fã, desejo ainda mais sucesso pra você. Um beijo enoooooormeee ♥

  6. ‘Muito homem junto. Bom, dá uma quebra assim, porque o Rafa Cortez está lá, então você não pode dizer que é tanto homem assim junto’ HUAHUAHUA, êêê Luque! BJO-ME-LIGA =*

  7. Parabéns Luque pelo seu trabalho, pela tua evolução na apresentação do O Formigueiro e pelo CQC que realmente acrescenta bom conteúdo para os jovens brasileiros que não tem acesso a TV paga. Sou tua fã, beijos me liga pode ser a cobrar não me importo hehehehe…Abraços Lise

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